domingo, 30 de março de 2014

hamlet

Um hamlet como não me lembro de mais nenhum....
uma ida ao teatro que me deixou tão intensamente cheia: de palavras, de imagens, de sentidos, de bom teatro. um cenário magistral, imponente. uma história simplificada e coreografada. detalhes de encenação e humor.

parabéns à Mala Voadora e muito obrigada pela experiência.






sábado, 29 de março de 2014

cruzamentos improvaveis

hoje foi dia de desconhecidos, de cruzamentos improváveis e de reabitar espaços com memórias ainda demasiado frescas. Sem nada planeado mas sem recusar nenhuma proposta.
Há dias que parecem condensar coisas de mais para alguém pequena como eu.
Sorrio da ironia do meu próprio destino, sem perceber que estou a sorrir de uma certa malvadez do meu fado. e avanço.

a versão feminina...

Como é que eu vou fazer isto?, de Tânia carvalho e Bits & Pieces, de Olga Roriz
Dois solos para a magnifica Leonor Keil.
Como resolvem estas três mulheres a vida?
No equilibrio entre o humor soalheiro e os demónios interiores fica a solidão o vazio silêncioso.
Nas narrativas das mil personagens e estados de alma de uma mulher. No não caber no próprio espaço que habita. No vestir e despir e voltar a despir e a vestir e voltar a .....

Como é que eu vou fazer isto?


Bits & Pieces

sexta-feira, 28 de março de 2014

sem um tu não pode haver um eu

"Talvez os meus sonhos fossem um pouco belos demais e como castigo a vida castiga-nos quando menos esperamos. Quando atinges o teu orgasmo, o teu nariz está tão metido na merda que quase sufocas." Bergman

Um solo é sempre um exercício de exposição grande. Um solo biográfico coloca-nos, enquanto espectadores, numa posição de voyeurismo  que nem sempre é confortável. Mesmo quando nos sentamos voluntariamente na cadeira para assistir a algo que intencionalmente se passa no palco, para nós.
Sem um tu não pode haver um eu é um solo de e com Paulo Ribeiro, a partir do universo de Bergman mas sobre uma resolução do próprio. Sem tu não pode haver um eu é um solo sobre a separação, é uma lavagem pública de alma, muito honesta, muito forte, muito estética. É a resolução muito masculina (e bonita) de uma extenuante separação.



segunda-feira, 24 de março de 2014

o meu casaco-polar verde

Fez já três anos que cheguei um dia à escola e comentei que tinha frio. sempre.

Estávamos no inverno e a minha vida gelara nos últimos meses: a minha cama era demasiado solitária para adormecer, a minha casa demasiado grande para o meu eu perdido e o meu corpo estava morto, sem reacção.

No dia seguinte a A. ofereceu-me um casaco-polar verde. Para eu dormir mais quentinha, disse ela, mais aconchegada.
Nunca dormi com ele vestido. O meu frio era bem mais interno mas a partir desse dia, o meu casaco-polar tornou-se um símbolo de conforto. do conforto que nos vem de sabermos que alguém está connosco, está por nós mesmo quando a luta é só nossa. 
De há três anos para cá que viajo e treino sempre com o casaco-polar verde. (felizmente é de boa qualidade ou estaria desfeio de tanta lavagem!) O frio foi desaparecendo e ele tornou-se, para além de conforto, uma marca palpável da minha luta, da minha caminhada.

E hoje, em que ironicamente tenho novamente o inverno em mim, sinto que posso devolver o casaco-polar verde. Porque ele simboliza aconchego mas sobretudo prova que a sobrevivência é possível depois de grandes lutas. E que a vida vai aquecendo...

Obrigada, A.

domingo, 23 de março de 2014

já não me lembrava como é cansativa a tristeza constante.

sábado, 22 de março de 2014

um quente agosto

um grande, grande filme. sobre as mulheres de uma família em confronto com as perdas e o controle.

sexta-feira, 21 de março de 2014

noite de guerra no museu do prado

A minha estreia nos recreios da Amadora não me convenceu.


quinta-feira, 20 de março de 2014

railway man


tenho as estações trocadas em mim. o inverno chegou e veio para ficar...

sábado, 15 de março de 2014

tropa fandanga

Só mesmo uma revista, dos Praga, para me por a rir nestes dias.







sexta-feira, 14 de março de 2014

orfeu e eurídice

Companhia Nacional de Bailado, coreografia de Olga Roriz
embora tenha gostado  das cenas de conjunto (muito harmoniosas) faltou intensidade dos duetos.

foto: Rodrigo de Souza



terça-feira, 11 de março de 2014

domingo, 9 de março de 2014

sexta-feira, 7 de março de 2014

xutos e pontapés 35

Um concerto com uma energia contagiante e o melhor cenário que alguma vez vi para espetáculos do género.

parabéns Xutos!


quarta-feira, 5 de março de 2014

segunda-feira, 3 de março de 2014

stedelijk

uma visita ao stedelijk para rever a exposição permanente e espreitar as temporária do fotógrafo canadiano Jeff wall


e do designer marcel wanders.