Lisboa
aeroporto de Newark
aeroporto de Los Angeles
horas e horas de viagem com muitos atrasos pelo caminho.
viva e com as horas trocadas!!!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
domingo, 26 de julho de 2009
do lado de lá
Depois de empacotar roupa e tecnologia de registo parto para o lado de lá...
...do oceano Atlântico
...do continente Americano
Nunca estive tão longe de casa. Serão três semanas para descobrir as paisagens dos filmes, dos cowboys, dos desertos vermelhos e das árvores gigantes. Com banhos no Pacifico pelo meio.
Parto cheia de vontade de explorar esse outro mundo que é a America, tão ocidental e tão diferente do nosso.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
a minha casa
A maior divisão da minha casa é o corredor, que é o local que não serve para nada. Excepto para andar e chegar aos sítios. Desperdício de espaço? Eu gosto de andar.
O meu corredor tem uma curva onde viramos e aparece a outra metade da casa. Não é linear e isso tem graça. Como se a casa continuasse mesmo depois de chegar ao fim.
Da janela do escritório vê-se o pátio que pega com a sala que fica na outra ponta. É uma casa curvada sobre ela, encolhida.
Os quartos da minha casa são grandes e vazios e a sala pequena e cheia. As casa modernas são diferentes e mais funcionais mas eu gosto da minha assim, cheia de espaços sem nada e de recantos de coisas.
O candeeiro da minha rua reflecte a luz com a forma da janela na parede do meu quarto. A parede nua fica desenhada de luz amarela.
O meu pátio tem uma árvore, batatas, ervas culinárias e alfazema. Estou a dar-me cada vez melhor com a espécie vegetal. Gosto do verde e de regar as plantas e molhar os pés com a mangueira.
A minha casa de um lado é alta e do outro baixinha, como que escondida no fundo da confusão da cidade.
Ao fim da tarde, a luz consegue entrar na sala, reflectida na janela cor de laranja. E a sala fica com reflexos quentes. É a minha hora preferida para habitar este espaço.
domingo, 28 de junho de 2009
em voo
Amanhã farei a minha segunda apresentação nas alturas. Aprendiz de trapezista.
Sem nunca ter tido um ensaio, com poucas preparações e muito improviso. Somos poucos. Misturados com outras gentes. será algo simples, sem grandes pretensões mas com vontade.... de voar.
Na tenda do Chapitô
Segunda, 29 de Junho de 2009 às 22h
[necessário levantar bilhete]
sexta-feira, 10 de abril de 2009
música > cor > linha > personagem
Saiam da sala de aula, equipados de bloco e lápis de cera rumo às pequeninas salas de instrumento onde se arrumavam para ouvir sair do piano, do saxofone, do violoncelo, do contrabaixo ou da flauta, sons diferentes dos que estavam habituados.



Procuravam desligar o cérebro e fazer com que a música entrasse pelo ouvido e descesse rápidamente pelo pescoço ao braço e deste à mão, ao lápis e ao papel.



E o resultado era estranho mas interessante.

Utilizaram os rabiscos de sons para criar personagens.


No terceiro período seguimos com a vida que estão a dar aos personagens. Vamos ilustrar, animar e fazer BD. Regressaremos à música inicial como banda sonora das histórias que temos em mãos.



Procuravam desligar o cérebro e fazer com que a música entrasse pelo ouvido e descesse rápidamente pelo pescoço ao braço e deste à mão, ao lápis e ao papel.



E o resultado era estranho mas interessante.

Utilizaram os rabiscos de sons para criar personagens.


No terceiro período seguimos com a vida que estão a dar aos personagens. Vamos ilustrar, animar e fazer BD. Regressaremos à música inicial como banda sonora das histórias que temos em mãos.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
uma outra amesterdão



Regressei ao país que me salvou, com memórias de uma outra viagem e referências a outros locais, na mesma Holanda. Amesterdão continua uma cidade simpática, tranquila e aberta à diferença. Desta vez o céu não me pareceu tão perto e vim encantada com os almoços de sandes bonitas nos cafés dos residentes locais. Foi uma viagem em família, com estadia caseira e direito a ver a bola em tasca tuguesa. Obrigada anfitriões!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Os meninos do colégio.
O dia de aulas tinha acabado. Entro no metro e sento-me, a tentar aproveitar os 15 minutos de descanso até à estação do Rato.
Duas estações depois, enchem a carruagem um bando de miúdos acabadinhos de sair de um colégio. O dia de aulas também tinha acabado para eles.
Na estação seguinte, a barulheira atras de mim era tanta que me virei. Estavam cinco ou seis pré-adolescentes (não tinham mais de catorze anos) a girar, agarrados ao varão central que existe em frente das portas de cada carruagem. A brincadeira consistia em ganhar velocidade e travar bruscamente caindo uns por cima dos outros. Como para aquelas almas rodopiar agressivamente e travar num transporte em movimento não é suficientemente emocionante, um dos amigos estava parado a pregar rasteiras para garantir que os moços caíam realmente uns por cima dos outros. A algazarra era tal que eu não queria acreditar.
Tentei olhar fixamente para ver se os intimidava mas àquela velocidade não viam ninguém. E havia que sorrisse, a observar a brincadeira. A ver como se comportam em público aquela espécie de gente que são os (pré)adolescentes.
E a professora que há em mim enfureceu-se, insultou-os (chamei-lhes crianças e animais e continuo sem saber qual dos dois é mais ofensivo para um adolescente), ralhou com eles e só não os colocou de castigo porque no metro ninguém lhe conferiu autoridade para tal. Os miúdos lá pararam. Sentaram-se no chão a dizer palavrões em voz alta, para que não escapasse a ninguém que continuavam por ali. Mais ou menos quietos e contrariados.
Fiquei realmente irritada com a cena do metro. Não por ter de chamar a tenção a um bando de miúdos (o meu papel de educadora também passa por aí) mas por ser aquele bando de miúdos específico. São betos, saídos do colégio, gente que tem tudo - familia, educação, dinheiro, ... e que se comportam como animais para chamar a atenção. Aposto que na escola são uns amores e em casa uns anjinhos... mas em grupo... que bestas!
E não me falem de miúdos de bairros, de gente problemática, de delinquência juvenil da periferia das urbes... que esta gentinha anda em colégios e vive nos bairros finos de Lisboa.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
férias entre semestres
Um mês de clausura, quatro trabalhos produzidos que, quando espremidos parecem tão pouco. A sensação de que não cheguei a aprofundar realmente nada mas que aprendi bastante. Li o suficiente para deixar que a teoria de outros incomodasse a minha prática docente, o que já é bom. Acabou o primeiro semestre. O segundo começa para a semana. E no meu único dia de férias, choveu a potes.
Preciso de tempo para estar com os amigos, tempo para passear, tempo para não fazer nada.
Preciso de tempo...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
mais espaço
Ainda a propósito do espaço que ocupamos... e de como nos adaptamos ao espaço existente.
[experiência na sala de aula]sábado, 24 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
duas excepções na escola de ontem
"Um livro não chegaria para evocar, mesmo sem zelos de minúcia, esses sete anos de aprendizagem deplorável, em que, por infeliz acaso certamente e salvo duas excepções (digo e sublinho duas), vivi na triste dependência de professores e professores que sempre me mantiveram no equilíbrio assaz instável entre o enfado ou a vontade de rir, às vezes irresistível, e o medo de ser 'chamado', entre o desejo de saber e o receio de perguntar fosse o que fosse, entre a alegria de ir 'passando' e uma desconfiança silenciosa sobre a minha possível incapacidade de aprender."
Mário Dionísio (2001) in Rui Canário (2005). O que é a Escola? Um olhar sociológico. Porto: Porto Editora.
Querendo acreditar que hoje a escola já não é assim, intuo que os agora nove ou doze anos de escolaridade continuem com algumas semelhanças com a descrição. Acrescentem-lhe a falta de respeito dos alunos e a falta de controle e autoridade dos professores, tão em voga nestes tempos.
Vou fazendo os possíveis para me incluir no grupo das duas sublinhadas excepções. Tentar não custa...
Mário Dionísio (2001) in Rui Canário (2005). O que é a Escola? Um olhar sociológico. Porto: Porto Editora.
Querendo acreditar que hoje a escola já não é assim, intuo que os agora nove ou doze anos de escolaridade continuem com algumas semelhanças com a descrição. Acrescentem-lhe a falta de respeito dos alunos e a falta de controle e autoridade dos professores, tão em voga nestes tempos.
Vou fazendo os possíveis para me incluir no grupo das duas sublinhadas excepções. Tentar não custa...
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
o outro lado da escola
Estou, pela primeira vez na vida, a estudar para ser professora. Depois de seis anos a estudar para designer e oito a dar aulas estava na altura de aprender aquilo que, na pratica, faço no dia a dia com os meus alunos.
E eu que nem gostei particularmente do meu tempo de aluna universitária, dou comigo contente por ser dia de faculdade. As quartas feiras tornaram-se o melhor dia da semana, em que me sento do lado de lá da secretária e tiro apontamentos, olho distraída pela janela, faço desenhos no caderno da colega do lado, vou ao bar beber café e à cantina almoçar. 100% aluna!
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
depois da linha
Normalmente familiarizo os meus alunos com os elementos estruturais da linguagem plástica por volta dos sete anos. Aparece o ponto a que carinhosamente chamam pintinhas, a linha que é um risco e o plano sob a forma de mancha.
Esta semana, para começar a falar da linha dei-lhes uma folha e um fio de lã, que colavam como queriam no papel. Depois era-lhes pedido que continuassem o desenho, a partir da linha que já lá estava.
E lá foram saíndo, bolas em direcção às balizas, meninas e borboletas, corações no espaço e...
este wall_e com a eva, a barata e tudo o mais. Fiquei derretida com o desenho. E o pequeno artista inchou com tanto elogio que lhe fiz!
Esta semana, para começar a falar da linha dei-lhes uma folha e um fio de lã, que colavam como queriam no papel. Depois era-lhes pedido que continuassem o desenho, a partir da linha que já lá estava.
E lá foram saíndo, bolas em direcção às balizas, meninas e borboletas, corações no espaço e...
este wall_e com a eva, a barata e tudo o mais. Fiquei derretida com o desenho. E o pequeno artista inchou com tanto elogio que lhe fiz!
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Não há duas sem três...
Oftalmologista 1 - Olho vermelho e dorido. Uma conjuntivite. Gotas de quatro em quatro horas. Dez dias sem lentes de contacto. (um drama nacional para quem os aros dos óculos pesam toneladas no nariz). Mudança urgente de lentes que nem conseguia andar na rua de tão desfocado que era o mundo.
Oftalmologista 2 - Dez dias depois. Hora e meia na sala de espera suportadas pela ideia de que no dia seguinte iria largar os óculos. Conjuntivite teimosa que não passa. Mais gotas de quatro em quatro horas. Outras. E os óculos na cara. E as farmácias da zona (que são imensas) não têm as gotas necessárias.
Oftalmologista 3 - Quinze dias depois.... eu tenho esperança... sou uma mulher de fé. Já alguém viu uma trapezista de óculos no nariz?!?!?
Oftalmologista 2 - Dez dias depois. Hora e meia na sala de espera suportadas pela ideia de que no dia seguinte iria largar os óculos. Conjuntivite teimosa que não passa. Mais gotas de quatro em quatro horas. Outras. E os óculos na cara. E as farmácias da zona (que são imensas) não têm as gotas necessárias.
Oftalmologista 3 - Quinze dias depois.... eu tenho esperança... sou uma mulher de fé. Já alguém viu uma trapezista de óculos no nariz?!?!?
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
o bébé da casa
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