domingo, 29 de janeiro de 2012

olhar Frida Kahlo

"(...) trata-se mais de fragmentos de rumores
preservados em papel de prata e gelatina, tão
tendenciosos e subjectivos como qualquer murmúrio,
mexericos mais do que testemunhos. "

James Oles, "Rumores en plata gelatina", en Frida Kahlo, sus fotos.





Fantástica exposição de fotografias de, com e sobre Frida Kahlo.
Acabou hoje.
Esta senhora é mágica. Construiu-se, reconstruiu-se e manteve-se sempre tão autêntica, tão igual a si mesma. Há uma beleza extrema na falta de beleza convencional de Frida.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

édipo

Excelente trabalho dos três actores. Sem cenários, figurinos o adereços - o corpo a fazer tudo.


até 11 de Março
de Quinta a Domingo
às 22h
no Chapitô

sábado, 14 de janeiro de 2012

musica com alma

Uma boa surpresa. referenciada, numa casa que me dá garantias mas sem conhecimento prévio.
Hora e meia de música que me colocou em sintonia comigo mesma. Um concerto sem inquietações. Tempo de puro desfrutar.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

naturezas muito mortas

Há qualquer coisa irónica num projecto museológico que abre uma exposição intitulada "A perspectiva das coisas - A natureza-morta na Europa" com duas paredes revestidas a espelho. A entrada torna-se povoada de vivos enquadrados.

Reafirmei em mim o não gosto generalizado por naturezas-mortas. E não fiquei nada maravilhada com a exposição.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

o rapaz da bicicleta

tanta coisa para isto?!??!


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Orfeu pela Companhia Montalvo-Hervieu










É de facto incrivel como se dança em cima de andas gigantes ou de canadianas. Pena ter-se dançado pouco, ter-se aproveitado pouco estes dois fascinantes recursos.
O melhor do espectáculo é a interacção da imagem real com a projectada.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

smashing pumpkins

O senhor é demasiado bem comportado. Tímido? Não disse uma palavra durante todo o concerto (excepto as cantadas, claro). No final lá agradeceu e deixou o Campo Pequeno ao rubro.
A noite soou a adolescencia!


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

expectativas perigosas

A expectativa era demasiado alta. Freud e Cronenberg dariam uma perfeita ligação. Foi só muito boa.


sábado, 3 de dezembro de 2011

madrid e zarkana

Não que precise de pretextos para viajar mas este valeu a pena.


Madrid estava fria mas luminosa. E ainda consegui uma escapadela ao  museu thyssen.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

o metro

Sexta-feira,
Onze da noite,
Madrid.
Entro no metro, no aeroporto e cruzo três linhas diferentes. As carruagens estão cheias. De pessoas que acabaram de aterrar na cidade, dos qua vão jantar fora, sair à noite, de quem vem de ou vai trabalhar.
Há pessoas de todas as idades, estilos, géneros e cores a deslocarem-se pela capital espanhola em transportes públicos.
O máximo que esperei por cada combóio foram 6minutos.
Aprende Lisboa.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

habemus papam

Obrigada Sr. Moretti pela humanidade deste vaticano rico e distante.



Autoria: Carlos de Oliveira (a partir)
Produção: Cercabranca
Interpretação: Pedro Sousa (música)
Encenação: Nádia Nogueira
Actor(es): Nádia Nogueira, Diogo Fernandes Andrade
Cenografia: Patrícia Pais
Dramaturgia: Nádia Nogueira
Desenho de luz: Dominique Le Gué

domingo, 27 de novembro de 2011

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

dançar com sérgio godinho

A noite a ouvir o sr. Sergio Godinho (os sargeta godinho, como o próprio brincou em palco) deixou-me com vontade de berrar que é bom ser portuguesa, viver em Lisboa e lutar por um cantinho melhor para todos.
A energia é inspiradora, as músicas e letras fantásticas e o concerto, no Coliseu foi muito muito bom.

E no meio da luta fica uma música que me acompanha há muito tempo. Cantada por outra senhora que me fascina.  Há aqui qualquer coisa mágica...
(ou então é o fim de semana mensal a dançar que me deixa assim)




Só neste país


"Se é por
Ir estabelecer um novo record
Compremos o Guinness
Ao preço que for
E fica o assunto homologado
E sai espumantes
Às vezes dá p’ra um banquete
Ou dele as sandes
Sempre
Complicamos a coisa mais simples
E simplificamos a complicada
Sai em rajada
O tiro pela culatra
Às vezes mata
Às vezes ressurreição
Foi de raspão
(Só neste país…)
Só neste país
É que se diz:
Só neste país

Só neste país
Só neste país
Só neste país
Só neste país
São muitos séculos em morna ebulição
A transitar entre o granizo e a combustão
E um qualquer hino
P’ra qualquer situação
A pessimista, a optimista…
E vai abaixo e vai acima
E vai abaixo, e vai acima
(e agora a rima):
Portugal é nosso p’ro bem e p’ro mal
E o mal que está bem
E o bem que está mal
E o bem que está bem
Juro
P’lo fado
P’lo baile e p’lo kuduro
Que este país ‘inda tem futuro
É verde e maduro
Como a fruta, às vezes brota
Às vezes, consternação
Secou no chão
Por isso unamo-nos
Nós somos os famosos anónimos
Mesmo assim já cumprimos os mínimos
Somos todos únicos
Que mais vão querer de nós
Para provar
Quem vai à frente
Ou fica atrás…"
...
(Sérgio Godinho | “Ligação Directa“, EMI, 2006)

domingo, 20 de novembro de 2011

a pele em que vivo

A cor, a forma e a ligeireza perturbadora do tema no último almodóvar.
Até o título é fantastico.