Ami Aman, iha lalehan,
Tulun ema atu hahí Ita Naran;
Halo Ita Nia reinu to’o mai ami;
Haraik tulun ba ema atu tuir Ita Nia hakarak
Iha rai nu’udar iha lalehan.
Ohin Ne’e,
Haraik ai-han lor-loron nian mai ami;
Haraik perdua mai ami salan
Nu’udar ami perdua ba ema halo aat ami;
Labele husik ami monu ba tentasão,
Maibé hasai ami hosi buat aat.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
30 dias de diferença
30 dias sem anti-olheiras nem creme anti-rugas, amaciador ou secador de cabelo
30 dias sem sapatos de salto, saias ou brincos
30 dias sem o bebe mac, o mail, o facebook ou o blog
30 dias sem cinema, CCB ou Lisboa
30 dias com poucas horas de electricidade por dia, sem saber se há água quente
30 dias a comer arroz e batata (e a rezar para que haja café!)
uma verão sem praia e sem descanso
um verão ao serviço de um bem maior
(há que saber perder para ganhar)
_Estás preparada? _perguntam-me
_Entusiasmada?
Parto para o outro lado do mundo. Ninguém está preparado para tamanha diferença. Cultural, económica, comunicacional. Mas é exactamente a diferença que me entusiasma.
Volto daqui a 30 dias!
Até já
30 dias sem sapatos de salto, saias ou brincos
30 dias sem o bebe mac, o mail, o facebook ou o blog
30 dias sem cinema, CCB ou Lisboa
30 dias com poucas horas de electricidade por dia, sem saber se há água quente
30 dias a comer arroz e batata (e a rezar para que haja café!)
uma verão sem praia e sem descanso
um verão ao serviço de um bem maior
(há que saber perder para ganhar)
_Estás preparada? _perguntam-me
_Entusiasmada?
Parto para o outro lado do mundo. Ninguém está preparado para tamanha diferença. Cultural, económica, comunicacional. Mas é exactamente a diferença que me entusiasma.
Volto daqui a 30 dias!
Até já
sábado, 17 de julho de 2010
uma lista sem fim para 20kg de bagagem
saco cama
lanterna sem pilhas
adaptador de corrente
máquina fotográfica
rede mosquiteira
repelente
recipiente para água
óculos de sol
caderno e caneta
chinelos
biquini
sabão azul e branco
ténis
protector solar
impermeável
passaporte
fotografias para o visto
dólares
luvas de trabalho
rolo de pintura
óculos de sol
roupa
bolsa higiene
farmácia
betadines e compressas para deixar lá
...
lanterna sem pilhas
adaptador de corrente
máquina fotográfica
rede mosquiteira
repelente
recipiente para água
óculos de sol
caderno e caneta
chinelos
biquini
sabão azul e branco
ténis
protector solar
impermeável
passaporte
fotografias para o visto
dólares
luvas de trabalho
rolo de pintura
óculos de sol
roupa
bolsa higiene
farmácia
betadines e compressas para deixar lá
...
segunda-feira, 12 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
sobrevivente
Hoje, ao passar pela sala de professores alguém comentou que era bom voltar a ver-me sorrir. Efectivamente é algo que já consigo fazer em inúmeras situações. Já consigo sorrir na escola, já consigo sorrir quando estou com amigos ou em casa com a familia. Parei para pensar e é verdade que já percorri um longo caminho nos últimos meses. Venci a batalha contra a depressão, venci os ataques de ansiedade e já consigo sorrir.
-És uma sobrevivente – disse-me quem me viu sorrir. E disse-o, fazendo-me um elogio. E eu aceitei-o como tal.
A verdade é que não quero ser uma sobrevivente. E pensando bem duvido que alguém o queira ser. Ser sobrevivente é passar as noites sozinha, agarrada às séries da FOX. Ser sobrevivente é chegar a casa depois de dias de demasiado trabalho e pouca compreensão e não ter quem nos oiça refilar com a vida. Ser sobrevivente é só conseguir sorrir às vezes.
-És uma sobrevivente – disse-me quem me viu sorrir. E disse-o, fazendo-me um elogio. E eu aceitei-o como tal.
A verdade é que não quero ser uma sobrevivente. E pensando bem duvido que alguém o queira ser. Ser sobrevivente é passar as noites sozinha, agarrada às séries da FOX. Ser sobrevivente é chegar a casa depois de dias de demasiado trabalho e pouca compreensão e não ter quem nos oiça refilar com a vida. Ser sobrevivente é só conseguir sorrir às vezes.
terça-feira, 22 de junho de 2010
no ar
Dia 25 Junho, na tenda do costume para os voos do costume.
Meia hora colectiva ainda por ensaiar com uma surpresa exterior antes do inicio.
Seja bem-vindo quem vier por bem (mas não esperem muito)
Meia hora colectiva ainda por ensaiar com uma surpresa exterior antes do inicio.
Seja bem-vindo quem vier por bem (mas não esperem muito)
estômago
quarta-feira, 16 de junho de 2010
o que dizem os olhos
Até que enfim um filme que me deixou a alma cheia.
El Secreto de sus Ojos, de Juan José Campanella é tão simples e tão surpreendente. Um filme bem estruturado, que conta uma história terna em paralelo com outra brutal. Há muito que um final não me deixava a precisar de tempo para respirar e assimilar. Onde está a Verdade? O que é a Justiça? O que fazemos ou não por Amor?
Duas horas a ouvir aquele espanhol em que os jotas se ouvem e o você é trato comum e não presunção. Imagens das monumentais estações de comboio de Buenos Aires.
E regressa-me a vontade de partir para a Argentina.
El Secreto de sus Ojos, de Juan José Campanella é tão simples e tão surpreendente. Um filme bem estruturado, que conta uma história terna em paralelo com outra brutal. Há muito que um final não me deixava a precisar de tempo para respirar e assimilar. Onde está a Verdade? O que é a Justiça? O que fazemos ou não por Amor?
Duas horas a ouvir aquele espanhol em que os jotas se ouvem e o você é trato comum e não presunção. Imagens das monumentais estações de comboio de Buenos Aires.
E regressa-me a vontade de partir para a Argentina.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
sagração da primavera
A 28 de Maio de 1913, estreia em Paris a peça que marcaria a ruptura com a dança clássica. Música de Stravinsky, coreografia de Nijinsky. Bom presságio para um dia.
97 anos e uma semana depois, a Sagração da Primavera de Olga Roriz deixou-me sorridente, bem disposta. Transpira garra e areia. Literalmente areia que voa do chão, para os cabelos e novamente para o chão em movimentos bruscos. Esta senhora sabe fazer dançar os elementos. A água em Pedro e Inês e agora a Terra, trazida para o palco.
97 anos e uma semana depois, a Sagração da Primavera de Olga Roriz deixou-me sorridente, bem disposta. Transpira garra e areia. Literalmente areia que voa do chão, para os cabelos e novamente para o chão em movimentos bruscos. Esta senhora sabe fazer dançar os elementos. A água em Pedro e Inês e agora a Terra, trazida para o palco.
terça-feira, 1 de junho de 2010
esta minha Lisboa
Caracóis e imperiais num fim de tarde quente.
Bifanas, farturas e música pimba lá para o campo das cebolas.
Viva o mês dos santos em Lisboa, com as tascas e as tendas dos arraiais a animarem o fim do meu dia.
Bifanas, farturas e música pimba lá para o campo das cebolas.
Viva o mês dos santos em Lisboa, com as tascas e as tendas dos arraiais a animarem o fim do meu dia.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
catarse
catarse | s. f.
(grego kátharsis, -eós, purificação)
1. Filos. Palavra pela qual Aristóteles designa a “purificação” sentida pelos espectadores durante e após uma representação dramática.
2. Método psicanalítico que consiste em trazer à consciência recordações recalcadas.
3. Libertação de emoção ou sentimento que sofreu repressão.
sublimação | s. f.
Acto! ou efeito de sublimar.
1. Exaltar; tornar sublime; engrandecer.
2. Volatilizar quimicamente.
3. Purificar, expurgar de tudo o que é estranho ou impuro.
v. pron.
4. Tornar-se sublime.
E não é que me lembrei (em pleno percurso de autocarro) de deixar que parte do sofrimento transpire numa criação artística?!?!
Será que consigo pegar na dor e fazer dela algo belo?
(grego kátharsis, -eós, purificação)
1. Filos. Palavra pela qual Aristóteles designa a “purificação” sentida pelos espectadores durante e após uma representação dramática.
2. Método psicanalítico que consiste em trazer à consciência recordações recalcadas.
3. Libertação de emoção ou sentimento que sofreu repressão.
sublimação | s. f.
Acto! ou efeito de sublimar.
1. Exaltar; tornar sublime; engrandecer.
2. Volatilizar quimicamente.
3. Purificar, expurgar de tudo o que é estranho ou impuro.
v. pron.
4. Tornar-se sublime.
E não é que me lembrei (em pleno percurso de autocarro) de deixar que parte do sofrimento transpire numa criação artística?!?!
Será que consigo pegar na dor e fazer dela algo belo?
segunda-feira, 3 de maio de 2010
fase2
Passada a tristeza generalizada, eis que chega a raiva e a irritação permanente. A vontade de explodir e partir também o mundo dos outros (não de todos, de uns mais que de outros e com especial requinte de malvadez para um mundo em particular).
Felizmente há amigos que nos levam a ver o rio (revolto como eu) em cais abandonados ou nos oferecem imperiais e conversas no final da tarde de Lisboa.
Felizmente há amigos que nos levam a ver o rio (revolto como eu) em cais abandonados ou nos oferecem imperiais e conversas no final da tarde de Lisboa.
sábado, 1 de maio de 2010
mês 1
Um mês depois de me mudar já aprendi a gostar do sol que entra dourado pela janela da sala minutos antes de se por.
Vejo o céu cor de rosa e as estrelas, à noite, do topo da cadeira alta onde janto.
Vejo o céu cor de rosa e as estrelas, à noite, do topo da cadeira alta onde janto.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
São as pequeninas coisas...

Depois de quase três semanas sem ir ao cinema e um dia tão cansativo que às cinco da tarde só me apetecia dormir, lá me arrastei para uma sala vazia e escura. O filme, simpático, sem ser extraordinário deixou-me com saudades das piscinas dos moteis americanos e das árvores das cem cabeças despenteadas. Há detalhes dos filmes que ganham toda uma outra relevância depois de se ter estado por lá. Não acrescentam nada ao filme, é um facto, mas fazem-me sentir mais perto da história. E esta era das que gosto: uma história de vidas simples, uma história de uma família banal, uma história de quotidianos.
domingo, 11 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
o meu espaço
Última noite na minha casa...
Último jantar entre caixas e caixotes.
Último serão em frente à televisão na sala que tem portas cor de laranja.
Última noite na minha cama, na imensidão do quarto da parede vermelha.
A minha tralha não cabe no sitio onde vou morar. Lá não há quarto de vestir nem uma casa de banho desenhada por mim, com janela e chuva na banheira. Lá não há pátio para as minhas plantas crescerem. O chão não é de madeira velha, as janelas não têm portadas, as portas são todas iguais.
O meu eu não cabe no sitio onde vou morar.
Po cá ficam metade das coisas que também eram minhas. Fica a oliveira que esteve outrora morta. Fica um espaço de sonhos e projectos falhados.
E assim do nada vem-me à memória o dia em que para cá me mudei. E penso como é possível que em menos de dois anos esta casa, com os seus detalhes e o sítio onde está, se tenha tornado tanto no meu espaço.
Subscrever:
Mensagens (Atom)










