O espaço triplicou... para por roupa, móveis e o mais que vier (amigos incluídos). Ganhei um pátio para leituras ao ar livre, churrascadas e brincadeiras. Por enquanto a decoração será minimalista mais pela falta de mobiliário que possuimos que por opção estética ou funcional.
A zona, ao que dizem, é simpática. De estacionamento caótico, como convém a qualquer bairro histórico de Lisboa.
Dos Fanqueiros fica a saudade da luz deste quarto andar (que não existe em mais casa nenhuma da cidade), das águas furtadas do prédio da frente, do som dos sinos das igrejas e da vida nas ruas da baixa. Parto para a zona da cidade onde sempre me imaginei a morar, pertinho da antiga garagem do avô Carlos, dois andares a baixo da casa da Bivó. E o passeio que sempre fazia para pôr as ideias em ordem- do Rato ao Chiado- passa a ser agora o meu trajecto do dia a dia.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
feltros
Deitei novamente mãos à obra. Voltei a fazer um mundo de pirilampos, algumas flores e umas névoas coloridas. Tudo para colocar na lapela!
Vendo directamente ou na loja Pedra de Toque, em Telheiras.
Vendo directamente ou na loja Pedra de Toque, em Telheiras.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
desabafo
Tenho andado realmente perdida...
entre o início atribulado de um novo ano lectivo
as inúmeras solicitações que não param de chover
e a angústia de grandes mudanças à vista
só queria ter tempo para pensar, para pegar num das milhentos projectos que tenho na gaveta (que é como quem diz, no bébémac ou na cabeça), para estar com os amigos, ir ao cinema e ao teatro
e gostava que as dúvidas morais me deixassem em paz, de uma vez por todas!
entre o início atribulado de um novo ano lectivo
as inúmeras solicitações que não param de chover
e a angústia de grandes mudanças à vista
só queria ter tempo para pensar, para pegar num das milhentos projectos que tenho na gaveta (que é como quem diz, no bébémac ou na cabeça), para estar com os amigos, ir ao cinema e ao teatro
e gostava que as dúvidas morais me deixassem em paz, de uma vez por todas!
sábado, 1 de setembro de 2007
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
eastern state penitentiary
O primeiro edificio moderno da história dos EUA é uma prisão. Num tempo em que nem a Casa Branca tinha canalizações, a penitenciaria de Philadelphia foi construída com um sistema de água e esgoto em cada cela. Pensada para que cada homem vivesse isolado e em silêncio, o edificio fechava cada pessoa de forma a que cumprisse penitência pelo mal causado à sociedade, numa tentativa de reencontrar o lado "bom" que se acreditava existir sempre. Esta forma de castigo, que reflete o pensamento da época da construção da penitenciaria (séc XIX) e que até nos parece humana quando comparada com os castigos físicos comuns na época, era de uma austeridade tal que levava à loucura. À medida que o tempo foi passando, o número elevado de presos obrigou a uma fuga ao projecto original, construindo em altura. As celas perderam assim o seu pequeno pátio privativo. Os reclusos ganharam a possibilidade de vida social.
Actualmente a penitenciaria encontra-se num estado controlado de ruinas o que torna o espaço ainda mais assustador. É objecto de estudo por parte de muitos historiadores, é palco de intervenções artisticas e cenário de séries e filmes.
É um dos mais interessantes monumentos para se visitar na cidade berço dos EUA, talvez porque aquelas parecedes sem estuque anda transpirem história recente.





Actualmente a penitenciaria encontra-se num estado controlado de ruinas o que torna o espaço ainda mais assustador. É objecto de estudo por parte de muitos historiadores, é palco de intervenções artisticas e cenário de séries e filmes.
É um dos mais interessantes monumentos para se visitar na cidade berço dos EUA, talvez porque aquelas parecedes sem estuque anda transpirem história recente.



[instalação numa das celas]
terça-feira, 7 de agosto de 2007
ha gente para la do tecto
É trapézio, só trapézio.... pensava eu enquanto olhava fascinada para aquela gente que se baloiçava lá bem em cima. Tudo naquele espectáculo me agradou. A forma como o colocar do magnésio nas mãos era assumido, espalhando pela tenda uma névoa de pó branco, a rede onde caiam quando as mãos falhavam ou quando se deixavam intencionalmente cair, os músicos aconchegados numa pequena estrutura a muitos metros do chão, a luz que nos enganava e só nos deixava ver o que tinha de ser visto e claro, os trapezistas que pareciam aranhas a trepar pela estrutura de metal, pardais a andar saltitantes lá por cima e que deslizavam deslumbrantes do seu poiso para as mãos de outrem, do outro lado do ar. Ainda estou fascinada com aqueles corpos, com a forma como invertiam a direcção do seu voo em pleno ar; com a suavidade com que aterravam nas mãos de outrem, numa base metálica ou na rede protectora. E sempre que vejo um espectáculo assim, renasce em mim a vontade de trapezar.

OLA KALA
Les Arts Sauts
6 a 26 de Agosto
21h00 | Espaço Circo
CCB
OLA KALA
Les Arts Sauts
6 a 26 de Agosto
21h00 | Espaço Circo
CCB
sexta-feira, 20 de julho de 2007
praiaaaaaaaa
quinta-feira, 19 de julho de 2007
àmanha
"a gente tem-se uns aos outros e mais nada" in Á Manhã, José Luis Peixoto
e a gente tem desejos e vontade de sentir os outros perto, na pele e a gente mantém os sonhos que tinhamos quando eramos jovens. E a gente resiste ao tempo, de mansinho, mesmo quando o exterior já não é a imagem que temos da gente.
A peça está no Meridional, ate 29 de Julho e vale mesmo a pena. É deliciosamente terna e cheia de detalhes de humor.
e a gente tem desejos e vontade de sentir os outros perto, na pele e a gente mantém os sonhos que tinhamos quando eramos jovens. E a gente resiste ao tempo, de mansinho, mesmo quando o exterior já não é a imagem que temos da gente.
A peça está no Meridional, ate 29 de Julho e vale mesmo a pena. É deliciosamente terna e cheia de detalhes de humor.
quinta-feira, 12 de julho de 2007
noite de portugal
820 ginastas portugueses, dos menos que dez aos mais que setenta anos, participaram ontem na noite de Portugal, evento que pretende mostrar o que de ginastica representativa se faz por cá. São quase metade dos portugueses que estão em Dorbirn, na 13ª gymnaestrada. Foi com alguma tristesa que vi misturar na mesma gala actuações incrivelmente criativas com outras muitissimo pirosas. Não percebi a relação do tema escolhido com o que via, na maioria das representações e lamento que a gala não tenha sido pensada como um espectáculo. No final, estão de parabéns os ginastas, que dão o litro de sorriso na cara.
ps _tb lá queria ter estado....
ps _tb lá queria ter estado....
segunda-feira, 9 de julho de 2007
o preço da minha identidade no estrangeiro
Meio dia e um quarto.
Tiro a segunda senha de atendimento, depois de ter percebido que em meia hora tinham atendido quatro pessoas. Tiro a segunda senha porque tinha mesmo de ir embora, com a secreta esperança de conseguir voltar a tempo da minha vez.
Três e meia da tarde.
Só por curiosidade, subo a escadaria do governo civil para ver quantos números tinham passado para além da minha vez. Qual não é o meu espanto quando vejo que a minha senha era a proxima a ser chamada. Lá entro, toda contente com a minha pontaria, entrego a informação para ficar registada no pequeno livro das viagens e saio, directa à tesouraria.
Três e quarenta da tarde.
_São 60€, minha senhora.
_Quanto?
Pois é, um passaporte sem taxas de urgência, em Portugal, custa sessenta euros, três horas e um quarto de fila de espera e dez dias úteis (apesar de estar afixado que são só seis.)
Tiro a segunda senha de atendimento, depois de ter percebido que em meia hora tinham atendido quatro pessoas. Tiro a segunda senha porque tinha mesmo de ir embora, com a secreta esperança de conseguir voltar a tempo da minha vez.
Três e meia da tarde.
Só por curiosidade, subo a escadaria do governo civil para ver quantos números tinham passado para além da minha vez. Qual não é o meu espanto quando vejo que a minha senha era a proxima a ser chamada. Lá entro, toda contente com a minha pontaria, entrego a informação para ficar registada no pequeno livro das viagens e saio, directa à tesouraria.
Três e quarenta da tarde.
_São 60€, minha senhora.
_Quanto?
Pois é, um passaporte sem taxas de urgência, em Portugal, custa sessenta euros, três horas e um quarto de fila de espera e dez dias úteis (apesar de estar afixado que são só seis.)
quarta-feira, 27 de junho de 2007
os meus espaços
o mac aberto entre blogs, para ir lendo na diagonal qualquer coisita,
uma espanhola a cantar muito alto de dentro do leitor de cd's
um monte de fichas de avaliação por acabar de preencher em cima do estirador, entre o computador e as molas da roupa
a tábua estendida ao comprido, a ocupar todo o espaço restante
pilhas de roupa por passar, a ser passada e a ficar com tantas rugas que me questiono porque a passo
e uma janela com as janelas de lisboa em frente.
Sou uma dona de casa estranha!
uma espanhola a cantar muito alto de dentro do leitor de cd's
um monte de fichas de avaliação por acabar de preencher em cima do estirador, entre o computador e as molas da roupa
a tábua estendida ao comprido, a ocupar todo o espaço restante
pilhas de roupa por passar, a ser passada e a ficar com tantas rugas que me questiono porque a passo
e uma janela com as janelas de lisboa em frente.
Sou uma dona de casa estranha!
entre-santos
Hoje é dia de arraial. Sem santo padroeiro para apadrinhar. É dia de comemorar mais um ano lectivo que passou, de deixar de fora todas as dificuldades do caminho e de comemorar. O próprio caminho. Hoje é dia de arraial, de febras grelhadas na rua, de sangria, de muitas conversas e danças. Hoje e dia de chegar a casa repleta de fumo, cheiros e sorrisos.
domingo, 24 de junho de 2007
ícaro
Trafulhices com a empresa que nos contratava para voar nas sete maravilhas do mundo fizeram com que tudo fosse por água abaixo. Já não vou ficar suspensa no estádio da luz nem dançar de cabeça para baixo. O meu voo durou tempo de menos. Estou triste... com a ganancia dos outros.
quarta-feira, 20 de junho de 2007
domingo, 17 de junho de 2007
nas nuvens!
Eram nove da noite de uma quinta feira chuvosa. E lá estavamos nós, sentados e encolhidos, nas últimas cadeiras do estádio da luz. à espera de vez para treinarmos e, depois, sermos avaliados.
Quando subi as escadas-de-bombeiros que dão acesso à estrutra metálica do topo do estádio senti um frio na barriga. A vista para fora do estádio, daquele local onde ninguém vai é incrivel. Tinha anoitecido e na segunda circular passavam a demasiada velocidade centenas de carros. As luzes dos faróis desfocavam devido à velocidade e à água da chuva na estrada. Continuei a subir (para locais onde juraria que não há humano que possa ir) e a altura deixou-me as pernas tensas, pesadas. Mais três degaus sem apoio e estava lá em cima, na estrutura que protege da chuva as bancadas. Ataram-me a uma corda, passei para o lado de lá, onde não há chão debaixo dos pés e aos poucos suspendi-me a muitos metros de altura. O corpo tornou-se-me pesado. Respirei mais fundo. Já não sentia o vento ou o frio e comecei a deslizar, tal como me tinham explicado. Desci até me sentir em casa nas alturas. A meio caminho parei, estiquei-me e coloquei-me em posição de Cristo, depois voltei a descer, virei-me de cabeça para baixo e voei o que faltava ao contrário, de perna esticada, à ginasta e a olhar o segurança que, em terra agarrava a corda por onde eu descia. Cheguei ao chão com um sorriso tão grande e uma tal sensação de leveza que começo a questionar se não devia ter nascido com asas.
Falta saber se fui seleccionada. Faltam ensaios e mais ensaios, da estrutura da pala do estádio da luz para o relvado.
E depois, é dançar a 40metros de altura, sem que a gravidade pese muito em mim.
Quando subi as escadas-de-bombeiros que dão acesso à estrutra metálica do topo do estádio senti um frio na barriga. A vista para fora do estádio, daquele local onde ninguém vai é incrivel. Tinha anoitecido e na segunda circular passavam a demasiada velocidade centenas de carros. As luzes dos faróis desfocavam devido à velocidade e à água da chuva na estrada. Continuei a subir (para locais onde juraria que não há humano que possa ir) e a altura deixou-me as pernas tensas, pesadas. Mais três degaus sem apoio e estava lá em cima, na estrutura que protege da chuva as bancadas. Ataram-me a uma corda, passei para o lado de lá, onde não há chão debaixo dos pés e aos poucos suspendi-me a muitos metros de altura. O corpo tornou-se-me pesado. Respirei mais fundo. Já não sentia o vento ou o frio e comecei a deslizar, tal como me tinham explicado. Desci até me sentir em casa nas alturas. A meio caminho parei, estiquei-me e coloquei-me em posição de Cristo, depois voltei a descer, virei-me de cabeça para baixo e voei o que faltava ao contrário, de perna esticada, à ginasta e a olhar o segurança que, em terra agarrava a corda por onde eu descia. Cheguei ao chão com um sorriso tão grande e uma tal sensação de leveza que começo a questionar se não devia ter nascido com asas.
Falta saber se fui seleccionada. Faltam ensaios e mais ensaios, da estrutura da pala do estádio da luz para o relvado.
E depois, é dançar a 40metros de altura, sem que a gravidade pese muito em mim.
quinta-feira, 7 de junho de 2007
[in]visibilidade
Não me lembro de alguma vez ter querido ser famosa.
No outro dia, numa conversa com uma amiga, ela falava-me de como gostaria de deixar a sua marca no mundo, de fazer algo de realmente importante que a tornasse conhecida, reconhecida para ser mais exacta. O que ela disse é algo tão comum de ser ouvido que me deixou a pensar. Não estavamos a falar de achar a cura para o cancro ou acabar com a fome em África e muito menos de entrar no mundo das celebridades floriqualquercoisa e com açucar. Era algo mais simples, como escrever um livro, pintar, salvar uma vida,...contribuir. Era deixar uma marca e ser reconhecido pelo serviço prestado ao mundo!
Continuo sem querer ser famosa. E tenho cada vez menos desejos de reconhecimentos a grande escala. Se calhar sou demasiado simples. Gosto do lado não visivel das coisas. Gosto do trabalho bem feito de bastidor. De layouts que respirem. Gosto de saber e perceber a estrutura das coisas. Não gosto de ser avaliada ou criticada. Gosto de empurrar os outros para que avancem. Gosto de projectar e construir. E gosto de detalhes. Dos que só algumas pessoas percebem. dos que marcam diferença na vida de poucos. E só não posso dizer que gostaria de ser invisivel porque, para ser honesta, adoro dar nas vistas!!!
No outro dia, numa conversa com uma amiga, ela falava-me de como gostaria de deixar a sua marca no mundo, de fazer algo de realmente importante que a tornasse conhecida, reconhecida para ser mais exacta. O que ela disse é algo tão comum de ser ouvido que me deixou a pensar. Não estavamos a falar de achar a cura para o cancro ou acabar com a fome em África e muito menos de entrar no mundo das celebridades floriqualquercoisa e com açucar. Era algo mais simples, como escrever um livro, pintar, salvar uma vida,...contribuir. Era deixar uma marca e ser reconhecido pelo serviço prestado ao mundo!
Continuo sem querer ser famosa. E tenho cada vez menos desejos de reconhecimentos a grande escala. Se calhar sou demasiado simples. Gosto do lado não visivel das coisas. Gosto do trabalho bem feito de bastidor. De layouts que respirem. Gosto de saber e perceber a estrutura das coisas. Não gosto de ser avaliada ou criticada. Gosto de empurrar os outros para que avancem. Gosto de projectar e construir. E gosto de detalhes. Dos que só algumas pessoas percebem. dos que marcam diferença na vida de poucos. E só não posso dizer que gostaria de ser invisivel porque, para ser honesta, adoro dar nas vistas!!!
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